domingo, 29 de julho de 2012

sábado, 28 de julho de 2012


É uma angústia que comprime o estômago há mais de dois séculos. Oh, céus, como gostaria que isso fosse exagero.  Tudo parece tão distante, tão desnecessário, tão incompleto e é daquela dor que somem os dedos, as mãos, os olhos, a boca e devagar  come as palavras, come o papel, come o lápis, os livros e a filosofia. Come seu rosto e come sua sombra. 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O que será que me dá?

Bip, bip, bip. Sono, mão, despertador, travesseiro, chão, água, espelho, café, cigarro, café, chuveiro, flúor, tênis, xadrez, gasolina, cigarro, vento, semáforo, táxi, freio, cigarro, café, escada, escada, chiclete, janela, vento, poeira, fechadura, cigarro, e-mail, cigarro, tédio, tédio, tédio, música, café, cigarro, achocolatado, suco, cigarro, tênis, tédio, tédio, tédio, livro, cigarro, jornal, revista, cigarro, tédio, rosto, espelho, água, tédio, cigarro, janela, mochila, fumaça, cigarro, carros, gasolina, trânsito, poeira, chaves, cigarro, tédio, tédio, livro, filme, refrigerante, chocolate, cigarro, tédio, tédio, tédio, cama, travesseiro, tédio, angústia, sono, gastrite, desespero, frio, lágrima, olhos. Bip, bip, bip.


Pra começar bem o fim de semana





Um pingo de chuva estourou na pedra de gelo do meu whisky

Eu lembrei de ti, que sempre quer botar
Pingos de I em ipsilon. Ih, o que é que há?
Parece até que eu sou um livro mal escrito
E que você é uma caneta cor vermelha

Rasurando o que não aceita nem consegue decifrar.

Outras vezes voce tenta feito louca rasgar as minhas páginas
Mal eu esqueço do que lembrei, você aparece: olá!

Olá coisa nenhuma é o que me diz

Roubando meu whisky pra falar
Que eu te beijo como Judas beijou Cristo
Pois levo um tempo a imaginar como seria

Com que e quando eu trairia o que eu

Jamais jurei te dar
Põe na minha boca palavras que não são minhas
Com voz trêmula e trágica
E me ameaça quando diz: Eu vou embora

Vá, você tem seu direito de ir e vir

Mas eu tenho o meu de querer ficar
Não precisa de um pedido de habeas corpus
A porta está aberta, tchau

quinta-feira, 26 de julho de 2012

O que não tem remédio...

O tom, o gosto, o cheiro... Talvez eu tenha sentido a frequência suave da sua voz rouca declamando as notas poéticas de uma vida tão maravilhosamente angustiante. Engraçado é como você capta minha alma perdida na dança do tempo sem nem sequer sentir poucos segundos do meu olhar que vaga pelo mundo procurando algo que encontro todo dia nas palavras jogadas, gritadas, escancaradas para quem quiser ouvir e por que será isso que encaixa-se perfeitamente com o que eu deixei para trás ou o que eu procuro para traçar os caminhos?
Ficamos perdidos no passado em um momento que talvez nem saberíamos sentir isso um pelo outro. Me dói saber que existe quem complete esse vazio exatamente por você não fazer a mínima ideia que completa alguma coisa em algum lugar.