pedaços do que me restou.
“Essa
noite fiquei acordada com a janela escancarada olhando vez ou outra
para as constelações, vez ou outra para as luzes amarelas do postes
que apagam quando eu passo. Fiquei aguardando algo brilhar ali em
cima. O sino dos ventos dançava tão bonito e movimentava os
pensamentos que voavam e debatiam-se pela arquitetura simples das
paredes que me seguravam. Da minha cama dava para penetrar na chuva
que resistiu em cair durante todos estes dias seguintes… Foi como
um presente o cheiro se espalhar no ambiente e devagar ir tomando
conta dos meus sentidos. E a cada gota eu ouvia você mais forte,
mais gelado, mais excitante, mais perpetuante. Não tinha mais como
negar que seus olhos já pulsavam em mim e aquela risada musicada não
tardaria em chegar…”
Ane B.
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