quinta-feira, 31 de maio de 2012

O que ficou



pedaços do que me restou.


“Essa noite fiquei acordada com a janela escancarada olhando vez ou outra para as constelações, vez ou outra para as luzes amarelas do postes que apagam quando eu passo. Fiquei aguardando algo brilhar ali em cima. O sino dos ventos dançava tão bonito e movimentava os pensamentos que voavam e debatiam-se pela arquitetura simples das paredes que me seguravam. Da minha cama dava para penetrar na chuva que resistiu em cair durante todos estes dias seguintes… Foi como um presente o cheiro se espalhar no ambiente e devagar ir tomando conta dos meus sentidos. E a cada gota eu ouvia você mais forte, mais gelado, mais excitante, mais perpetuante. Não tinha mais como negar que seus olhos já pulsavam em mim e aquela risada musicada não tardaria em chegar…”

Ane B.

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