quinta-feira, 31 de maio de 2012

Para quem interessar



O café está amargo.
Foi a única coisa que consegui perceber.
Além dos cigarros,
além da folha de ponto,
da escadaria,
da mente inquieta.
Tinha subjetividade demais nessa objetividade,
mas faltava açúcar nesse cinzeiro.
Talvez esteja no bolso,
na palavra por dizer,
na pérola na ponta da flor,
no bem que se quis.
A torneira continua pingando.

Ane B.

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